Depois do primeiro SIPS Justiça (Sistema de Indicadores de Percepção Social) , divulgado em novembro de 2010, a segunda edição, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), traz novas informações sobre como a população avalia o sistema judiciário brasileiro.
No estudo, foram apresentados dados relacionados à percepção pública da atuação de promotores, juízes, defensores públicos, advogados e policiais civis e federais. Nenhum deles foi bem avaliado. As polícias civis são o segmento do sistema de justiça com pior avaliação por parte da população.
A pesquisa analisou alguns hábitos de justiciabilidade dos brasileiros. Verificou-se que a procura pela justiça para a resolução de conflitos ou a realização de direitos está associada a atributos sociodemográficos ou a tipos de problemas enfrentados. Os tipos de problemas mais sérios relatados pelos entrevistados são os problemas de família, vizinhança e relações de trabalho.
Há muito se sabe que a justiça nem sempre é acionada pelos cidadãos para resolver todos os conflitos. Estes achados fazem emergir questões importantes para a reflexão sobre como esse fenômeno ocorre no caso brasileiro.
O estudo também demonstrou a relativa fragilidade da imagem pública da Justiça entre os cidadãos, a avaliação negativa da justiça é generalizada na sociedade brasileira e tende a ser mais negativa entre os que buscaram ativamente a Justiça para a resolução de conflitos ou a realização de direitos.
A pesquisa revelou um sistema de Justiça marcado por investigações policiais “bastante críticas” e por critérios como rapidez, imparcialidade e honestidade abaixo de níveis médios em uma escala que vai de zero a quatro pontos. A polícia judiciária aparece com a pior avaliação entre o grupo analisado. Uma das queixas mais frequentes da população diz respeito ao mau atendimento nas delegacias.
Notas atribuidas pela população à Justiça brasileira:
Escala de 0 a 10:
Escala de 0 a 4:
A pesquisa ouviu 2.770 brasileiros em todos os Estados do país.
Confira a pesquisa na íntegra, clicando aqui.